#1 ML NO FEYENOORD: UM PRIMEIRO SEMESTRE CHEIO DE ERROS
Os primeiros seis meses de Danny Rooijers a frente do Feyenoord foram bem problemáticos. Devido a mania do treinador, o elenco teve que ser montado às pressas, já que não havia jogadores com a letra D no elenco profissional. Todos foram vendidos, poucos foram contratados, e o time acabou fechando a janela com apenas 19 jogadores, um desafio e tanto para atletas que nunca haviam jogado juntos.
A temporada começou com uma vitória magra frente ao Twente, por 1 a 0, mas a partir daí só consegui resultados negativos, com derrotas em clássicos e contra times importantes. Logo na 2ª rodada, uma derrota para o PSV por 2 a 1, em pleno estádio De Kuip. Os jogadores batiam cabeça, erravam muitos passes, nada dava certo. Só marcamos um gol na bola aérea, porque em jogadas trabalhadas nada era produzido. D'Alessandro, a principal contratação para a temporada, era o único que jogava bem, chamando a responsabilidade de quem usa uma camisa pesada como a 10.
Nas partidas seguintes, mais decepção: perdemos para Ajax e Ado den Haag, ambas em casa, sempre jogando mal. A torcida já protestava nas arquibancadas, pedindo a saída do técnico e exigindo mais futebol dos jogadores, enquanto a imprensa fazia ainda mais pressão, focando nas deficiências da equipe. Eles não observavam que o time estava se organizando, só sofrendo gols pela deficiência de seus zagueiros.
Saindo um pouco dessa visão romântica, cabe dizer que o time estava ruim pelo "espírito de equipe", que demonstra o entrosamento dos atletas no PES, estar baixo: eram jogadores que nunca haviam jogado juntos, mais um técnico recém-chegado. Para se ter uma ideia, quando comecei, o EE era de parcos 42, o que refletia nas péssimas atuações em campo. Depois dessa sequência ruim, a sorte voltou a sorrir para nosso lado, com vitórias e boas atuações em sequência, como nos 4 a 1 sobre Groningen e Zwolle e nos 4 a 0 sobre o Heracles (que tem Van Persie como destaque, não me pergunte como). O time começou a fazer gols e produzir bem, sofrendo menos gols. David Fuster e Diamantakos, iluminados, eram os melhores jogadores do time. Na Europa League, classificamos com um pé nas costas, vencendo 5 das seis partidas em um grupo com Inter, Göteborg e Copenhagen. No primeiro mata-mata, pegaremos logo o Borussia Dortmund.
Já perto do final do ano, voltaram as oscilações: demos alguns vacilos e perdemos posições importantes com derrotas inesperadas. A mais emblemática delas foi contra o Excelsior, em casa, por 1 a 0, um dos piores times do campeonato. Ao fim do primeiro semestre, ocupávamos apenas o sétimo lugar, com 28 pontos conquistados em 16 jogos. Depois desse começo ruim, o segundo semestre tem que ser melhor.
Dados Gerais
Campanha na liga: 7° lugar - 9 vitórias, 1 empate, 6 derrotas - 25 gols marcados, 11 gols sofridos
UEL: Classificado aos 16 avos de final
Copa: na segunda fase
Jogadores que subiram da base: dois zagueiros genéricos de nome impronunciável, com ovr 61 e 57 respectivamente.
Time-base (4-2-2-2)
Douglas (72): ex goleiro do Santos, estava no Vitória de Guiimarães;
Demel (74): experiente lateral marfinês, é um dos líderes do elenco;
Djourou (76): capitão do time, aquele mesmo ex Arsenal;
Denswil (75): zagueiro holandês, atualmente no Bologna;
Dalbert (79): ex Nice e Inter, foi um dos reforços mais caros;
Darlan (71): volante do Grêmio;
Djokovic (68): meio-campista croata desconhecido;
Duda (77): meia eslovaco, estava na crista da onda em 2015;
D'Alessandro (77): a referência técnica do time;
David Fuster (74): ex Olympiacos, surpreendeu muito pela qualidade de finalização;
Djordjevic (79): o melhor OVR do elenco, só não tem tanto futebol.
Análise tática:
Jogo num 4-2-2-2, com zagueiros postados bem recuados devido a sua pouca velocidade. Os laterais avançam bastante, principalmente Dalbert, que assemelha-se mais com ala do que com um lateral. No meio-campo, todos jogam centralizados, com Darlan sendo o primeiro volante e Djokovic aparecendo no ataque como segundo homem. D'Ale e Duda jogam um ao lado do outro, com pouca movimentação mas muita qualidade no passe, sempre procurando David Fuster e Djordjevic na frente. O centroavante acabou perdendo vaga no mês de outubro, devido a forma incrível de Diamantakos, artilheiro da equipe neste começo.
Artilharia:
David Fuster 9 gols
Diamantakos 9 gols
Na próxima semana, traremos a segunda parte desta primeira temporada. Podem dar sugestões e críticas nos comentários.
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