EUROCOPA, DIA 2
O primeiro dia cheio desta Euro teve empate baseado na bola aérea, show dos Diabos Vermelhos da Bélgica e muita angústia e tensão no jogo entre Dinamarca e Finlândia. Confira em nosso blog um resumo deste sabadão de Eurocopa:
País de Gales 1x1 Suíça - 10 da manhã
Baku, no Azerbaijão, recebeu o segundo jogo desta Euro itinerante, entre País de Gales e Suíça. Os 8762 torcedores presente viram uma partida de nível médio, mas com duas equipes interessadas em pontuar após o atropelo da Itália sobre a Turquia no primeiro jogo. E quiseram tanto pontuar que ambas ficaram com 1 ponto, num 1 a 1 em que a bola aérea ditou o ritmo. Após um primeiro tempo de superioridade suíça, com uma posse de bola de 64% e mais chances de gol, os helvéticos voltaram ligados no segundo tempo, abrindo o marcador logo aos 4 minutos: em cobrança de escanteio, Shaqiri mandou na cabeça de Embolo, que só cumprimentou as redes de cabeça.
Precisando do gol, os galeses foram pra cima, tentaram e conseguiram, de novo na bola aérea: eram 29 minutos do segundo tempo quando Morrell achou o centroavante K. Moore na área, que testou para empatar. Em sua 18ª partida pela Seleção, o grandalhão de 1.95 subiu para fazer o gol. A Suíça ainda tentou, até marcou um gol com Gavranovic aos 41, mas o árbitro de vídeo anulou bem, por conta do impedimento. No fim, o 1 a 1 fica de bom tamanho pelo que as duas equipes jogaram, e deixa as duas equipes na frente da Turquia na classificação.
Ainda é prematuro dizer, mas Gales e Suíça mostraram mais que a Turquia nesse jogo. No entanto, por ninguém ter vencido, os duelos de ambas contra os turcos ganham caráter ainda mais decisivo.
GALES (4-1-4-1): Ward; Roberts, Mepham, Rodon e Ben Davies; Allen; Morrell, Ramsey (Ampadu), Bale (C) e Daniel James (Brooks); Moore. Técnico: Robert Page.
SUÍÇA (3-4-1-2): Sommer; Elvedi, Schär e Akanji; Mbabu, Xhaka (C), Freuler e Ricardo Rodríguez; Shaqiri (Zakaria); Embolo e Seferovic (Gavranovic). Técnico: Vladimir Petkovic.
Dinamarca 0x1 Finlândia - 13:00
Numa grande competição como essa, é difícil um jogo ficar em segundo plano. Mas dado o que ocorreu nesta tarde no gramado do Parken Stadion em Copenhagen, a partida não é o tema principal dessas linhas. Eram 42 minutos de jogo quando, ao receber uma cobrança de lateral, o meia Christian Eriksen caiu no chão desacordado, reto, sem tocar em ninguém, sofrendo um duro mau súbito enquanto jogava. A partir dali, foram mais de quinze minutos de tensão e angústia entre todos aqueles que viam aquilo: médicos trabalhando com massagem cardíaca sobre o jogador, seus colegas fazendo uma roda em volta de Eriksen para proteger o trabalhos dos encarregados e o choro estampado em seus rostos. Foram momentos de tristeza forte, nos lábios e nos olhos, eram informações desencontradas e uma repercussão sem precedentes pelas redes sociais. Eu que acompanhava os comentários pelo Twitter, tive que fechar as redes sociais para não chorar mais; até mesmo vendo os melhores momentos me veio aquela angústia e um arrepio incômodo pelo corpo.
Mas Graças a Deus tudo terminou bem. As primeiras esperanças vieram de uma foto, tirada quando Eriksen era carregado para fora do gramado: nela, via-se que estava acordado e consciente, para nosso alívio. Depois, a confirmação: o meia dinamarquês de 29 anos estava no hospital, em estado estável, mas consciente. Inclusive ele já até fez um post no Instagram, agradecendo o carinho de todos. Graças a Deus tudo terminou bem, e espero que melhore mais e mais. O que assustou em toda essa situação foi que, segundo as palavras dos médicos, Eriksen morreu mas conseguiu ressuscitar. Os médicos foram heróis, e Kjaer, o capitão também teve parte nisso: foram dele os primeiros socorros ali mesmo no gramado de Copenhagen.
Quanto ao jogo, ele foi interrompido durante um bom tempo, mas foi retomado, não sabe se por pedidos dos jogadores ou por obrigação da própria UEFA. Apesar da versão oficial ser de que os atletas optaram por voltar à campo, acredito mais na segunda opção. E nos minutos restantes, quatro do primeiro tempo e todo o segundo tempo, a Dinamarca foi amplamente superior, ameaçando muito o goleiro Hradecky, mas não conseguiu marcar. Já os finlandeses fizeram em seu único chute certo no jogo, uma cabeçada à queima-roupa de Pohjanpalo após cruzamento de Uronen aos 60 minutos. A Dinamarca ainda teve um pênalti aos 74, mas Hojbjerg parou em Hradecky. Não era dia dos dinamarqueses. Pelo menos Eriksen venceu essa, e os jogadores da Dinamarca também, como o próprio treinador Kasper Hjulmand disse após o jogo. No fim, ficou o 1 a 0 histórico da Finlândia, sua primeira vitória em uma grande competição na história. Pena que o feito foi ofuscado por um drama tão intenso no Parken Stadion.
DINAMARCA (4-3-3): Schmeichel; Wass (Stryger Larsen), Kjaer (Vestergaard), Christensen e Maehle; Hojbjerg, Delaney (Cornelius) e Eriksen (Jensen); Yurary Poulsen, Braithwaite e Wind (Skov Olsen). Técnico: Kasper Hjulmand.
FINLÂNDIA (5-3-2): Hradecky; Raitala (Väisänen), Toivio, Arajuuri, O'Shaughnessy e Uronen; Sparv (C) (Schuller), Kamara e Lod; Pukki (Kauko) e Pohjanpalo (Forss). Técnico: Markku Kanerva.
Bélgica 3x0 Rússia - 16:00
Jogando de forma eficiente e bem coordenada, a Bélgica fez o suficiente para ser bem superior aos russos e venceu, aplicando 3 a 0 num time que jogava em casa. Como não poderia deixar de ser, Lukaku fez dois gols, já aparecendo na artilharia da competição neste início. E no primeiro deles, fez sua homenagem a Eriksen, ou "Chris", como chamou o dinamarquês durante seu gol, seguido do mais puro "i love you". O gol foi marcado com apenas dez minutos de jogo, após falha feia do zagueiro Semyonov.
O segundo tento belga saiu aos 34, depois de mais uma falha da defesa russa: dessa vez quem entregou foi o goleiro Shunin, soltando a bola nos pé de Meunier após cruzamento vindo da esquerda. O 2 a 0 deu tranquilidade para a Bélgica controlar o jogo e mantê-lo sob seu domínio, sem o risco de sofrer gols. No único chute certo dos belgas na etapa final, Lukaku recebeu bola enfiada de Meunier e deu números finais à partida, quando eram decorridos 43 minutos do segundo tempo. A Bélgica foi forte e eficiente, colocando a Rússia de joelhos em sua própria casa. Vencer assim é um bom cartão de visitas para o segmento da competição.
BÉLGICA (3-4-3): Courtois; Alderweireld, Boyata e Vertonghen (C) (Vermaelen); Castagne (Meunier), Dendoncker, Tielemans e Thorgan Hazard; Mertens (Hazard), Carrasco (Praet) e Lukaku. Técnico: Roberto Martínez.
RÚSSIA (4-2-3-1): Shunin; Mario Fernandes, Semenov, Dzhikiya e Zhirkov (Karavaev); Barinov (Diveev), Ozdoev, Zobnin (Mukhin), Kuzyaev (Cheryshev) (Miranchuk) e Golovin; Dzyuba (C). Técnico: Stanislav Cherchesov.
Em tempo:
_ Como é gostoso esse clima de Copa do Mundo, mesmo que seja uma Eurocopa e eu não tenha visto nenhum jogo. Já estou ansioso para a Copa de 2022.



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