A forte geração belga chega como a principal seleção capaz de parar a França na disputa pelo título. Com um elenco de qualidade e contando com ótimos jogadores em todos os setores, é real a chance da Bélgica conquistar sua primeira Euro. Para isso, só precisa demonstrar toda essa qualidade dentro de campo, assim como fez na última Copa do Mundo, nesta que pode ser uma das últimas chances reais de título dessa geração de ouro.
A campanha nas eliminatórias foi excelente: contra Rússia, Escócia e outras equipes mais fracas, a Bélgica venceu todos os seus dez jogos, marcando 40 gols. É um número e tanto, que demonstra a ofensividade dessa equipe. Além disso, em termos táticos, o time joga pra cima, sem medo de atacar: apesar de ter três zagueiros, o meio e o ataque tem alta capacidade de criação, com ótimos jogadores. Por conta de tudo isso, a Bélgica nunca esteve tão favorita.
_ Desempenho em copas: 5 Euros, 17 jogos: 7 vitórias, 2 empates e 8 derrotas;
_ Melhor participação: Terceiro lugar (1972)
_ Na Euro 2016: Quartas-de-final;
_ Ranking da FIFA: 1º lugar
_ Palpite Retrancados: é a principal antagonista da França nessa edição. Com uma geração forte e mais experiente, que precisa de resultados, os belgas vêm firmes para brigar pelo título. Da forma como está o chaveamento, pode até pegar os franceses na semifinal, assim como na última Copa.
_ O craque do time: Romelu Lukaku (Internazionale) - artilheiro da Inter na Serie A, Lukaku foi o principal jogador da equipe italiana na conquista do scudetto. Aliando força física, velocidade e oportunismo, Lukaku é um centroavante completo.

_ Fique de olho: Kevin de Bruyne (Manchester City) - falar de KDB é chover no molhado há anos. Técnico, com muita visão de jogo, o meia é rei das assistências: só na Premier, foram 12 em 25 jogos. Pena que fatalmente perderá o primeiro jogo, lesionado após choque na face durante a final da Liga dos Campeões.
_ A incógnita: Eden Hazard (Real Madrid) - fisicamente em baixa, Hazard já não é mais o mesmo, entrado pouco em campo pelo Real Madrid. Mas ainda é esperança pela seleção, envergando a 10 e a faixa de capitão. Pode ser a chance de dar a volta por cima na carreira recente.
_ O técnico: Roberto Martínez, 47 anos: dono de um trabalho longevo, o espanhol Roberto Martínez tem mais uma chance de levar o forte time belga longe, assim como na Copa de 2018. Poucos duvidam de que essa equipe pode até pintar como campeã.
_ Formação Tática (3-4-2-1): Courtois; Alderweireld, Denayer e Vertonghen; Meunier (Castagne), Tielemans, Dendoncker e Thorgan Hazard; De Bruyne e Mertens; Lukaku.
DINAMARCA
Certamente, a seleção dinamarquesa atual é a melhor do século. Depois de uma campanha honrosa na última Copa, quando foi eliminada pela Croácia, os nórdicos chegam mais fortes para essa Euro, contando com a evolução de alguns bons jogadores e com o surgimento de novas promessas. A defesa é o grande trunfo da Dinamarca para ir longe, com a muralha Schmeichel no gol e a dupla de zaga formada por Kjær e Christensen.
Mas o ataque também não é de se desprezar. Com 14 gols marcados nas Eliminatórias para a próxima Copa, a Dinamarca tem o melhor ataque até aqui, em apenas três jogos. Essa dobradinha entre uma defesa sólida e um ataque consistente tem tudo para incomodar os grandes. Mas nada de achar que é uma nova Dinamáquina: a atual geração está longe daquela de 86, bem como da campeã em 92.
_ Desempenho em copas: 8 Euros, 27 jogos: 7 vitórias, 6 empates e 14 derrotas;
_ Melhor participação: Campeã (1992)
_ Na Euro 2016: não participou;
_ Ranking da FIFA: 10º lugar
_ Palpite Retrancados: acredito que alcança as quartas de finais. Em seu grupo, briga pela segunda posição com a Rússia, mas tem leve superioridade por contar com um elenco mais qualificado. Pode até complicar para a Holanda no mata-mata.
_ O craque do time: Simon Kjær (Milan) - seguro e ótimo no posicionamento, o experiente zagueiro dinamarquês foi peça chave para a segurança defensiva do Milan na temporada, contribuindo muito para levar o Diavolo à Liga dos Campeões. Ao lado de Christensen, forma uma boa dupla.

_ Fique de olho: Christian Eriksen (Internazionale) - o meia de 29 anos alternou bons e maus momentos nessa temporada, mas fez uma boa reta final, sendo importante na conquista do Scudetto. Anda rendendo mais pela Seleção do que pelos clubes.
_ A promessa: Mikkel Damsgaard (Sampdoria) - com apenas 20 anos, o meia-atacante viveu boa fase pela Sampdoria, sempre importante quando joga, seja como titular ou saindo do banco. Alia velocidade e técnica na criação dinamarquesa.
_ O técnico: Kasper Hjulmand, 49 anos: jovem, assumiu a Dinamarca em julho de 2020 e já deu sua cara à equipe, implantando um estilo de jogo ofensivo e sem medo de atacar. Os números demonstram isso: são 14 gols marcados nas eliminatórias para a Copa, além de uma vitória contra a Inglaterra fora de casa pela Nations League.
_ Formação Tática (4-2-3-1): Schmeichel; Wass, Kjær, Christensen e Mæhle; Hojbjerg, Delaney, Eriksen, Yussuf Poulsen e Braithwaite; Wind (Skov Olsen).
FINLÂNDIA
Diz o senso comum que o povo finlandês é muito inteligente. Situado em uma região fria, o pequeno país nórdico é um dos mais avançados do mundo em termos de qualidade de vida, inovação e tecnologia. No entanto, esse panorama não se repete quando o assunto é futebol: com um histórico nulo em competições internacionais, a Finlândia fará a sua estreia na Euro, já que nem mesmo o time de Litmanen e Hyypia conseguiu algo em décadas passadas.
Mas se engana quem pensa que o time é frágil. Disciplinados e bem aplicados taticamente, os finlandeses têm um muro defensivo formado por cinco homens, apostando principalmente nos gols de Pukki na frente. Pena que os resultados recentes não empolgam, já que o time ainda não venceu esse ano e vem de três derrotas nos amistosos de preparação para a Euro.
_ Desempenho em copas: nunca participou;
_ Melhor participação: Estreante
_ Na Euro 2016: não participou;
_ Ranking da FIFA: 54º lugar
_ Palpite Retrancados: fica na fase de grupos. Precisará emular uma surpresa muito grande, tal qual a Islândia de 2016, para avançar nesta chave. No entanto, pode até contar com uma terceira posição para uma classificação histórica à próxima fase.
_ O craque do time: Teemu Pukki (Norwich) - principal referência finlandesa dos últimos tempos, Pukki fez mais uma ótima temporada, marcando 26 gols na campanha de acesso do Norwich para a Premier League. Sua veia artilheira será importante para furar as defesas adversárias.

_ Fique de olho: Joel Pohjanpalo (Union Berlin) - apesar de não ter sido titular, o centroavante finlandês apareceu bem no Union Berlin, marcando seus golzinhos na boa campanha do time na Bundesliga.
_ O paredão: Lukáš Hrádecký (Bayer Leverkusen) - seguro, é titular absoluto do seu clube, mas costuma ser banco de Joronen na seleção. Em onze anos representando seu país, vai disputar seu primeiro grande torneio.
_ O técnico: Markku Kanerva, 57 anos: há quase 20 anos trabalhando em seleções finlandesas, já que teve passagem pela base do país, Kanerva conhece bem seus jogadores, com quem já trabalhou no Sub-21. Já entrou para a história ao levar o time tão longe.
_ Formação Tática (5-3-2): Joronen; Alho, Toivio, Arajuuri, Väisänen e Raitala; Kamara, Kauro e Valakari; Pohjanpalo e Pukki.
RÚSSIA
A Rússia vive dias de crise em seu esporte mundial. Banida das competições internacionais, não poderá disputar as Olimpíadas nem a próxima Copa como um país, mas sim com os jogadores representando um local neutro, sem cores nem emblemas. Assim, a Euro 2020 é a última chance dos russos, pelo menos nos próximos anos, de representarem seu país em um grande evento. Para isso, conta com um bom time, cheio de remanescentes da ótima campanha na Copa passada, quando jogou em casa.
A seleção ainda é comandada por Stanislav Cherchesov, que recuperou a equipe após anos turbulentos, apostando em um ataque forte e um meio criador. Mas a defesa é o principal problema, setor com poucos jogadores confiáveis e alguns até envelhecidos. A perda de Akinfeev, goleiro experiente e líder do time, pode fazer falta em algum momento. Pelo menos o fator casa estará de volta, mesmo que apenas na fase de grupos.
_ Desempenho em copas: 11 Euros, 33 jogos: 12 vitórias, 7 empates e 14 derrotas;
_ Melhor participação: Campeão (1960)
_ Na Euro 2016: Fase de grupos;
_ Ranking da FIFA: 38º lugar
_ Palpite Retrancados: não conta com uma geração tão forte como em 2018, apesar do fator casa em alguns jogos. Sua briga é com a Dinamarca pela segunda posição, mas acredito que cai no primeiro mata-mata que vier.
_ O craque do time: Artem Dzyuba (Zenit) - de grandalhão desengonçado, o gigante Dzyuba passou a ser o principal jogador russo, sempre marcando gols importantes para a equipe. Seus 20 gols e 6 assistências em 27 jogos no campeonato local coroaram uma temporada sensacional.

_ Fique de olho: Aleksandr Golovin (Monaco) - mais maduro, Golovin vem pra Euro como o meia armador do time, criando jogadas para Dzyuba finalizar. Não jogou tanto pelo Monaco, mas contribuiu com 14 participações em gol nessa temporada.
_ O velhinho: Yuri Zhirkov (Zenit): na seleção desde 2005, Zhirkov é a voz da experiência do elenco russo. Com 37 anos, já não entra tanto, mas é muito importante pela figura que é, principalmente pela liderança fora de campo.
_ O técnico: Stanislav Cherchesov, 57 anos: ranzinza, o "Felipão russo" reabilitou a seleção local após os fracassos do início da década passada. Virou ícone do país após levar o time às quartas da última Copa, eliminando a poderosa Espanha.
_ Formação Tática (3-5-2): Shunin; Semenov, Dzhikiya e Kudryashov; Mário Fernandes, Ozdoev, Kuzyaev, Golovin e Karavaev (Zhirkov); Zhemaletdinov (Miranchuk) e Dzyuba.
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