_ Desempenho em copas: 9 Euros, 39 jogos: 20 vitórias, 9 empates e 10 derrotas;
_ Melhor participação: Campeã (1984 e 2000)
_ Na Euro 2016: Vice-campeã;
_ Ranking da FIFA: 2º lugar
_ Palpite Retrancados: é a seleção mais forte do mundo, com uma geração maravilhosa e atual campeã mundial. Por tudo isso, a França assusta, e chega à Euro como a maior candidata a conquistar o título. A pergunta é: quem irá parar os franceses?
_ O craque do time: Kylian Mbappé (PSG) - muitos ainda discutem quem é o verdadeiro protagonista do PSG. Na ausência de Neymar, Mbappé vem assumindo esse papel, com velocidade e muitos gols. Mas muitos o acusam de sumir em jogos decisivos, como foi na Liga dos Campeões dessa temporada.

_ Fique de olho: Karim Benzema (Real Madrid) - com uma temporada espetacular pelo Real, não convocá-lo foi um absurdo. E é isso que Deschamps fez, levando o grande centroavante para ser titular. Prevejo muitos gols dos Bleus em gramados europeus.
_ O carismático: N'Golo Kanté (Chelsea) - carisma em pessoa, o "comportado" Kanté fez uma grande temporada, mas sua reta final foi ainda melhor, ganhando por vezes o prêmio de melhor em campo nos jogos da Champions. Mas não pense que ele é apenas um cara legal: Kanté é uma pulguinha insistente na marcação.
_ O técnico: Didier Deschamps, 52 anos: campeão do mundo como treinador e jogador, tentará alcançar esse feito também pela Eurocopa, já que levantou a taça em 2000. Após alguns anos de desconfiança, ganhou o respeito dos torcedores após o bi da Copa.
_ Formação Tática (4-3-1-2): Lloris; Pavard, Varane, Kimpembe e Lucas Hernández; Kanté, Pogba e Rabiot; Griezmann; Mbappé e Benzema.
ALEMANHA
Se há uma grande seleção que não vive mais um bom momento, está é Alemanha. Com derrotas vexatórias recentemente, como os 6 a 0 sofridos contra a Espanha e o 2 a 1 com a Macedônia do Norte em casa, além da queda na fase de grupos da última Copa, a Mannschaft vive uma fase de fim de ciclo: no cargo há quase 15 anos, Joachim Löw deixará o cargo após a Eurocopa, substituído por Hansi Flick. É a última chance e o último suspiro de um grande trabalho que deu vários frutos à Alemanha, como o surgimento de grandes jogadores e o título da Copa do Mundo. Mas nesse tempo todo, ficou faltando um título de Euro, e é em busca dele que Löw e seu grupo de jogadores vão nessa etapa derradeira de seu trabalho.
Apesar de tudo, o time ainda é coeso e qualificado, com vários jogadores do Bayern de Munique campeão da Liga dos Campeões 2020, além de boas promessas e a volta de nomes experientes, como Emre Can, Hummels e Müller. Convém não duvidar da força alemã, pois quando esse time chega desacreditado, a probabilidade de surpreender é muito grande, e chegar à final quando menos se espera. A fome pelo tetra da competição é grande pelo lado germânico do continente.
_ Desempenho em copas: 13 Euros, 49 jogos: 26 vitórias, 12 empates e 11 derrotas;
_ Melhor participação: Campeã (1972, 1980 e 1996)
_ Na Euro 2016: Semifinais
_ Ranking da FIFA: 12º lugar
_ Palpite Retrancados: apesar da Alemanha não ser mais a mesma, não gosto de duvidar da Seleção, pois é um time experiente e com bons jogadores. Vejo a semifinal como o limite do caminho alemão, assim como em 2016.
_ O craque do time: Joshua Kimmich (Bayern de Munique) - onde quer que jogue, no meio-campo ou na lateral, exibe muita qualidade com a bola nos pés. É o herdeiro natural de Philipp Lahm, mostrando várias das qualidades deste.

_ Fique de olho: Thomas Müller (Bayern de Munique) - já mais experiente, Müller se tornou um meia-atacante clássico, que não se movimenta tanto mas exalta categoria e qualidade com a bola nos pés. Teve 29 participações em gols nessa temporada, quase sempre servindo Lewandowski.
_ A promessa: Jamal Musiala (Bayern de Munique) - é aquele típico jogador que nos faz sentir velhos quando o vemos em campo, já que é da geração 2003. Com apenas 18 anos, é promessa de longevidade no elenco da Seleção.
_ O técnico: Joachim Löw, 61 anos: ele sempre foi unanimidade na Seleção, ainda mais com o tetra mundial conquistado em 2014. Mas de 2018 pra cá, com a eliminação precoce na fase de grupos após derrota para a Coreia do Sul, Löw foi criticado, tanto que já anunciou sua saída após o torneio. Ainda dá tempo de ganhar um título antes?
_ Formação Tática (3-4-3): Neuer; Ginter (Süle), Hummels e Rüdiger; Kimmich, Kroos, Gündogan e Gosens; Havertz, Gnabry e Müller.
HUNGRIA
Atenção, húngaros, ficais atentos: darei agora a receita para vós classificardes para a próxima fase da Eurocopa: primeiro, tenham na cabeça que vós sois o azarão do grupo, o possível saco de pancadas; segundo, fechem todos os espaços possíveis e imagináveis; terceiro, apostem em um contra-ataque rápido para saírem no contra-ataque. Talvez assim, somando um pouco de sorte, competência defensiva e eficiência no ataque, a Hungria possa sonhar com uma classificação em um grupo tão difícil.
O parágrafo anterior tem ares de brincadeira, já que em futebol tudo pode acontecer, mas é bem verdade que a Hungria é o saco de pancadas desse grupo, apontada por dez entre cada dez analistas para amargar a lanterninha da chave. E não é por menos, já que França, Alemanha e Portugal são muito mais qualificadas. Mas pensar em surpreender deve ser o lema húngaro, ainda mais se eles se espelharem em um exemplo recente: a Costa Rica de 2014. Quando todos apontavam aquele time como virtual eliminado, os costarriquenhos venceram Itália e Uruguai e avançaram de fase, deixando italianos e ingleses na fase de grupos, só parando nas quartas de final. Ver isso como um exemplo a ser seguido é a motivação húngara para essa Euro. Só resta confiar que um raio cai duas vezes no mesmo lugar.
_ Desempenho em copas: 3 Euros, 8 jogos: 2 vitórias, 2 empates e 4 derrotas;
_ Melhor participação: Terceiro lugar (1964)
_ Na Euro 2016: Oitavas de final
_ Ranking da FIFA: 37º lugar
_ Palpite Retrancados: todos apontam a Hungria como eliminada, em um grupo tão difícil. Nessa estou junto com a maioria: a Hungria será mesmo eliminada na fase de grupos. Vamos ver se pelo menos conseguem dificultar pra alguém.
_ O craque do time: Willi Orbán (RB Leipzig) - é o húngaro mais conhecido, titular da zaga do Leipzig, onde já tem o costume de jogar grandes competições. Pode jogar em qualquer lado da defesa, até como lateral.

_ Fique de olho: Ádám Szalai (Mainz) - pense naquele típico centroavantão, bom de cabeça, bom finalizador e paradão ali na frente. Pois esse é Szalai, o artilheiro húngaro. A bola só precisa chegar para o grandalhão entrar no jogo.
_ O observado: László Kleinheisler (NK Osijek) - em 2016, dando uma de olheiro enquanto via os jogos da Euro, gostei do futebol deste meio-campo, que ia bem ao ataque e voltava para defender. O tempo passou e Kleinheisler não evoluiu, mas o time pode dar trabalho se ele jogar como na última Euro.
_ O técnico: Marco Rossi, 56 anos: técnico da Hungria desde 2018, Rossi conseguiu repetir o feito de seu antecessor e levar a Hungria para a Euro. Mas tem pouca experiência "valendo" na carreira: treinou apenas clubes pequenos.
_ Formação Tática (3-5-2): Gulácsi; Fiola, Orbán e Attila Szalai; Lovrencsics, Nágy, Kleinheisler, Schäfer e Holender; Sallai e Ádám Szalai.
PORTUGAL
Um dos melhores elencos recentes à disposição, uma lenda viva como capitão, ainda artilheiro mesmo aos 36 anos, e o rótulo de atual campeã europeia e da Nations League em 2019. Por que, mesmo somando tudo isso, ainda há incertezas sobre o futuro de Portugal nessa Euro? O primeiro motivo está no banco de reservas: apesar do prestígio adquirido após os dois títulos recentes com a seleção, Fernando Santos é visto com desconfiança por alguns porque o time não encanta, joga menos do que pode.
O segundo motivo é um pouco mais subjetivo: o grupo forte em que a atual seleção foi cair nessa Euro. Além da França, fortíssima atual campeã do mundo e vice europeia para a própria equipe das quinas, há a Alemanha, que já assusta por si só, e a Hungria, que engrossou para Portugal na última Euro. Para contornar as desconfianças, Cristiano Ronaldo é a aposta mais uma vez, artilheiro do Calcio nessa temporada. A seu lado, há um ataque veloz, um meio-campo forte e uma boa defesa, calcada num dos melhores zagueiros da atualidade, Rúben Dias. Se Portugal avançar com superioridade nesse grupo, pode colocá-la entre os seus favoritos.
_ Desempenho em copas: 7 Euros, 35 jogos: 18 vitórias, 9 empates e 8 derrotas;
_ Melhor participação: Campeão (2016)
_ Na Euro 2016: Campeã
_ Ranking da FIFA: 5º lugar
_ Palpite Retrancados: tem um time forte e uma geração de qualidade capaz de garantir o bi, apesar da França ser superior. Mas pelo menos a semifinal é realidade para os portugueses, ainda mais se Cristiano Ronaldo estiver com a veia artilheira em dia.
_ O craque do time: Cristiano Ronaldo (Juventus) - maior jogador europeu da história, CR7 quer sempre mais, e vai em busca do bi com sua seleção portuguesa. Mesmo em meio à bagunça que foi a Juve, terminou como artilheiro da Serie A, com 29 gols. Além do título, corre atrás do recorde maior artilheiro da história da competição: com oito gols, precisa de um para empatar com Platini.

_ Fique de olho: Bruno Fernandes (Manchester United) - fundamental no United, fez grande temporada, marcando gols e dando muitas assistências. É o cara para criar jogadas para Crsitiano Ronaldo concluir.
_ A promessa: João Félix (Atlético de Madrid) - grande promessa portuguesa dos últimos tempos no Benfica, João Félix ainda não conseguiu estourar para o futebol com a camisa do Atlético, embora tenha sido campeão espanhol.
_ O técnico: Fernando Santos, 66 anos: campeão da última Euro comandando a Seleção, Fernando Santos se manteve apesar da eliminação nas oitavas da última Copa. O título da Nations League em 2019 serviu ainda mais para aumentar seu prestígio. Entretanto, alguns o acusam de ultrapassado, pois o futebol de Portugal é feio por diversas vezes, apesar de eficiente.
_ Formação Tática (4-3-3): Rui Patrício; Nélson Semedo, José Fonte, Rúben Dias e Raphaël Guerreiro; William Carvalho, Danilo Pereira e Bruno Fernandes; Bernardo Silva, Diogo Jota e Cristiano Ronaldo.
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