PEQUENO GUIA DA EURO 2020: GRUPO A
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_ O técnico: Roberto Mancini, 56 anos - técnico da Itália desde o insucesso na qualificação para a última Copa, Mancini faz excelente trabalho de recuperação, com apenas duas derrotas. Após anos de ostracismo do futebol italiano, com vexames em Copas e derrotas na Euro, o torcedor confia no técnico para trazer a Itália de volta aos trilhos.
_ Formação Tática (4-3-3): Donnarumma; Florenzi, Bonucci, Chiellini (Bastoni) e Spinazzola; Verratti, Barella (Jorginho) e Pellegrini (Locatelli); Chiesa (Berardi), Insigne e Immobile.
SUÍÇA
Com muitos jogadores com experiência internacional, a Suíça vai para sua segunda Euro seguida com a sensação de que pode mais. Baseada ainda em Shaqiri e Xhaka, a seleção vem fazendo um bom papel nos últimos anos, sempre participando de torneios importantes. Desde 2006, o time disputou todas as Copas, só ficando de fora de uma edição da Eurocopa em 2012. No entanto, quando chega a hora do vamos ver, os suíços amarelam, caindo sempre no primeiro mata-mata. Guardadas as devidas proporções, é quase um México europeu, se classificando na fase de grupos mas tropeçando no primeiro jogo à vera.
Nas eliminatórias para a Euro, a classificação veio sem sustos, com a liderança em um equilibrado grupo com Dinamarca e Irlanda, entre outros. Dentro das quatro linhas, é um time organizado e metódico, como diz o estereótipo suíço, embora tenha um jogo por vezes burocrático. Mas sob a batuta de Vladimir Petković, comandante há quase 7 anos, o ferrolho e o foco defensivo de antigamente não existem mais. Os telespectadores agradecem.
_ Palpite Retrancados: mesmo que Turquia e País de Gales sejam times organizados, a Suíça deve assegurar a segunda posição do grupo. No mata-mata, a coisa pode complicar, já que o vice do grupo B seria o adversário. Por isso, as oitavas devem ser novamente o limite.
_ O técnico: Vladimir Petković, 57 anos - o suíço Petković é um dos treinadores mais longevos dessa Euro, comandando a seleção desde julho de 2014. Nesse período, conseguiu classificar o time à uma Copa e duas Euros, sempre passando de fase.
_ Formação Tática (3-4-1-2): Sommer; Elvedi (Schär), Akanji e Ricardo Rodríguez; Widmer (Mbabu), Freuler, Xhaka e Zuber; Shaqiri; Embolo e Seferović.
TURQUIA
A campanha turca na última edição da Euro foi frustrante, com duas derrotas e um futebol pouco chamativo. Nos cinco anos que separam esta edição da anterior, a coisa mudou, e a Turquia pode sim voltar a seus bons tempos, como no início do século. Para isso, trouxe o comandante daquele time de Hakan Sukur e companhia, o treinador Şenol Güneş, que vem dando consistência a uma seleção ainda pouco experiente.
A diferença entre as versões 2021 e 2016 da Turquia está em nomes mais conhecidos no futebol europeu, como os bons zagueiros Kabak e Soyüncü, os meias Çalhanoglu e Yazici e o atacante Cengiz Ünder, além do experiente centroavante Burak Yilmaz, todos eles jogadores de grandes centros, não ficando restritos à Süperliga turca. A mescla desses atletas mais experientes com a juventude de Çakir, Ridvan e Kokçu pode trazer bons frutos. Entretanto, repetir a história da Euro 2008 está fora de cogitação.
_ O craque do time: Burak Yilmaz (Lille) - 35 anos e muita lenha para queimar: assim podemos caracterizar Burak Yilmaz, centroavante do Lille, autor de 16 gols em 28 jogos, sendo fundamental para o time francês na conquista da Ligue 1 dessa temporada.
_ O técnico: Şenol Güneş, 69 anos - técnico da seleção turca em 2002, o experiente Güneş está de volta, pretendendo levar sua seleção a mais um mata-mata em uma competição importante. Seu trabalho, que já dura 2 anos, é bem avaliado pelos fanáticos torcedores, com apenas três derrotas em 26 jogos.
_ Formação Tática (4-2-3-1): Çakir; Çelik, Kabak, Soyüncü e Meraş (Ridvan); Yokuşlu, Ozan Tufan, Yazici, Karaman e Çalhanoglu; Burak Yilmaz.
PAÍS DE GALES
Aos desavisados de plantão, não esperem que o atual time galês repita o feito da Euro passada, semifinalista na França; isso é quase impossível. Com muitos bons jogadores daquela equipe entrando em decadência, assim como sua melhor peça, Gales deverá fazer mera figuração. Contar com um não tão rápido Bale e um irregular Ramsey significa sofrer muito contra Itália, Suíça e Turquia.
Além disso, a equipe é mais jovem, com novas promessas, mas que não se destacaram tanto por seus clubes a ponto de conquistarem a titularidade. Aliás, como são jogadores de grandes clubes, como Chelsea, Liverpool e United, pode-se dizer que é um time para o futuro. Quem sabe na Euro 2024? Voltando ao presente, quem deve mesmo segurar a onda é Bale: apesar da queda, pode ser perigoso e carregar sua seleção se tiver um time que joga por ele. Mas se bem marcado, derrapará junto com seus compatriotas.
_ Formação Tática (3-4-3): Ward; Mepham, Rodon e Ben Davies; Connor Roberts, Ampadu, Allen (Ramsey) e Neco Williams; Bale, Harry Wilson e Daniel James.












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