A FINAL GIGANTE PARA UM TORNEIO GIGANTE

    De um lado, a Itália. Após quase dez anos de fracassos e tempos nebulosos, a Squadra Azzurra está de volta a uma grande final internacional. Dona do melhor futebol da Euro, a seleção comandada por Roberto Mancini teve dificuldades contra a Espanha, não conseguindo repetir a boa atuação de outros jogos. Mas aí o ótimo atacante Federico Chiesa apareceu para marcar o primeiro gol da partida, simulando os gols que seu pai, Enrico Chiesa, costumava fazer, batendo de chapa, bonito, no canto do goleiro. No entanto, a Espanha empatou com Morata, jogador tão criticado, em lance armado quase que totalmente por ele. O 1 a 1 levou tudo para a prorrogação, mas nada do gol sair nesses 30 minutos de prolongamento. Então foi a vez da decisão nos pênaltis, a instância decisiva para o julgamento final de quem avançaria à grande decisão. E nela, os italianos foram superiores, venceram por 4 a 2, e puderam comemorar a vaga na final. Independente se o título vier, saibam que a Itália está de volta.

    Do outro lado, a Inglaterra. Dona da casa, beneficiada por uma organização itinerante onde poderia jogar vários confrontos decisivos em seus próprios domínios, a esquadra da Rainha Elizabeth encarou os dinamarqueses, que vinham cheios de vontade para voltar a uma final de Euro, 19 anos depois. Foi deles inclusive o primeiro gol, numa ótima cobrança de falta de Damsgaard que Pickford poderia ter defendido. Mas uma pena foi o tento inglês da igualdade, marcado por Kjaer contra, o 11º gol contra da competição. Pelo menos a partida iria para a prorrogação, e dela poderia sair mais uma chance para a Dinamarca ir para a final, mas havia um árbitro no meio do caminho...

    Eram 13 minutos da prorrogação quando Sterling recebera uma boa bola na direita do ataque inglês. Driblador e veloz que é, o atacante do Manchester City tentou passar por dois marcadores, mas caiu sozinho dentro da área, alegando ter sido tocado. Perto do lance, o holandês Danny Makkelie não pestanejou, marcando o tal pênalti. Enquanto isso, fazendo não se sabe o quê em sua cabine, o árbitro de vídeo não foi chamado para corrigir o lance, e o penal acabou confirmado. Na cobrança, Harry Kane bateu mal, Schmeichel fez grande defesa, mas Kane estava lá de novo para pegar o rebote. Um baque contra a Dinamarca. De nada adiantou qualquer tentativa durante os 15 minutos finais, e a Inglaterra acabou confirmando a vitória, de virada, avançando para uma final 55 anos depois, e novamente em sua casa.

    Agora teremos uma grande final no domingo, no gigante estádio de Wembley. Sou incapaz de apontar um favorito, mas vejo a Itália como um time mais equilibrado para vencer a Euro. E claro, além de já torcer para os italianos desde o início do campeonato, o fato de os ingleses avançarem de forma polêmica me faz torcer pelo bi italiano. O jogo de domingo será muito bom!

Em tempo:

_ E pela Copa América, Brasil x Argentina na final, confronto que não se repete pela decisão da competição desde 2007, quando aplicamos 3 a 0 naquela final em Maracaibo.

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