EXISTE VIDA DEPOIS DE MESSI?
No momento, a resposta é não. Em seu primeiro jogo de Liga dos Campeões da Europa após a saída do ídolo máximo Lionel Messi, o Barcelona teve um mal desempenho, com sofrível atuação ofensiva e irregularidade no que se refere à fase defensiva. Concedendo muitos espaços e criando pouquíssimo, pouco ameaçou o Bayern dentro do Camp Nou, não acertando o gol de Neuer. Assim, o resultado de 3 a 0 para os bávaros é perfeitamente justo para demonstrar como foi o jogo e o atual estágio em que as duas equipes estão.
Além de tudo isso, ainda houve o fator desfalques, já que o Barcelona não pôde contar com Aguero, Dembélé, Braithwaite e Dest, titulares importantes do fraco time do também fraco Ronald Koeman. Assim, as únicas esperanças para hoje eram Memphis e Pedri, com os outros jogadores de linha sendo apenas coadjuvantes nesse processo. No ataque, pouco dá para se esperar de Luuk de Jong e sua técnica limitada. Do outro lado, o Bayern veio com os titulares, em time mais ou menos parecido com o que falamos aqui pela manhã, com Musiala pela ponta-direita no lugar do ainda não 100% Gnabry.
O primeiro tempo foi de um Barcelona tentando alguma coisa, mas sem sucesso, e do Bayern sendo mais incisivo, embora mais cauteloso na hora de definir as jogadas. Assim, a posse de bola foi equilibrada, mas com o time alemão muito mais perigoso com a bola nos pés. Foi assim que Sané exigiu uma grande defesa de Ter Stegen, no início do jogo, e que o Bayern abriu o placar aos 34, com Müller tendo sorte ao chutar de fora da área e contar com um desvio na marcação para fazer o gol. Foi sorte, mas também merecimento, pois os bávaros tinham um latifúndio no meio-campo, nos espaços deixados por Busquets e De Jong. Se o quarteto ofensivo do Bayern estivesse em um dia melhor, certamente mais gols teriam saído.
O Barcelona até voltou um pouquinho melhor do intervalo, com uma postura um tantinho mais ligada, mas bastou o Bayern ter mais capricho na construção das jogadas que o segundo gol aconteceu. Aos 11, Lewandowski fez o seu ao pegar o rebote de uma finalização na trave de Musiala, empurrando para o gol vazio. Destaque para o grande espaço que Musiala teve para finalizar e também para a bobeada de Araújo na marcação do centroavante polonês. Feito o 2 a 0, o jogo baixou de ritmo, que já nem era tão movimentado assim, e o jogo foi ficando com cara de amistoso, deixando a torcida do Barcelona impaciente.
No finzinho do jogo, depois de dez substituições envolvendo os dois times, Lewa apareceu novamente, agora para fechar o placar. Com uma facilidade tremenda, o melhor centroavante do mundo pegou o rebote de mais um chute na trave e, mostrando muita calma, deixou Piqué estirado no chão e bateu para fazer o 3 a 0. Méritos totais a esse centroavante que sabe fazer gols como ninguém.
Agora, é o momento de o Barcelona abrir o olho para os próximos jogos, que serão muito importantes para decidir seu futuro na competição. A briga real do time catalão é com o Benfica, inclusive apontado por alguns como estando a frente do próprio Barça. Não sei se chega a tanto, mas a situação assusta, ainda mais sem poder financeiro. Com esses jogadores e com Koeman no comando, essa temporada promete ser dura.
Em tempo:
_ Só Ter Stegen e, talvez, Jordi Alba, se salvam hoje, mas com muita boa vontade. O goleiro alemão foi importante com algumas defesas para segurar o ataque bávaro.
BARCELONA 0x3 BAYERN DE MUNIQUE
Liga dos Campeões da Europa 2021/2022 - Grupo E, 1ª rodada
Data: 14/09/2021 - 16h
Local: Camp Nou, Barcelona (ESP)
Árbitro: Michael Oliver (ING)
Gols: Müller aos 34' do 1º; Lewandowski aos 11' e aos 40' do 2º
Cartão amarelo: Gavi, Kimmich e Upamecano
BARCELONA: Ter Stegen (7); Ronald Araújo (4,5), Piqué (4) e Eric García (5) (Mingueza, 5,5); Sergi Roberto (5) (Demir, 5), Busquets (C) (4) (Gavi, 4,5), Frenkie de Jong (4,5), Pedri (5) e Jordi Alba (5,5) (Balde, 5,5); Memphis (4,5) e Luuk de Jong (3) (Philippe Coutinho, 5). Técnico: Ronald Koeman (2).
BAYERN DE MUNIQUE: Neuer (C) (6); Pavard (5,5) (Lucas Hernández, 6), Upamecano (7), Süle (6,5) (Stanisic, sem nota) e Alphonso Davies (6,5); Kimmich (6), Goretzka (6), Musiala (6,5) (Gnabry, 6,5), Sané (5,5) (Coman, sem nota) e Müller (7) (Sabitzer, sem nota); Lewandowski (7,5). Técnico: Julian Nagelsmann (7).
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