RESULTADOS BEM, ATUAÇÕES AQUÉM
Se na quinta-feira a atuação já foi péssima, mesmo com a vitória de 3 a 1 conquistada sobre a Venezuela, o Brasil tornou a fazer uma péssima jornada na noite de ontem e, pouquíssimo inspirada, a Seleção de Tite acabou ficando no 0 a 0 com a Colômbia em Barranquilla. Apesar da interrupção da bela sequência com 100% de aproveitamento, o resultado não foi de todo ruim, deixando o time brasileiro isolado na liderança das eliminatórias e a um passo de garantir vaga na Copa do Catar. No entanto, o nível das atuações é preocupante.
Tudo bem que se pode fazer ressalvas, já que a Colômbia é um time mais qualificado, briga por vaga na Copa, e o jogo foi fora de casa, na altitude de Barranquilla. No entanto, o Brasil foi mal, errando diversos passes e criando pouco, mesmo que não tenha sofrido finalizações relevantes por parte da equipe comandada por Reinaldo Rueda. O ataque da Seleção Brasileira fez um jogo ruim, Neymar errou bastante e perdeu a bola incríveis 30 vezes. Ao seu lado, Gabriel quase não apareceu, assim como o burocrático Gabriel Jesus. Só o sistema defensivo, um dos pontos fortes desse time, segurou bem a bronca.
No aspecto ofensivo, o único ponto de destaque é a entrada dos pontas Raphinha e Antony, que já deixaram sua marca na quinta-feira e novamente melhoraram o jogo a partir do banco. Com eles, o Brasil tem mais jogadas, com infiltrações pelos lados do campo, entrada a dribles e muitíssima velocidade. Para enfrentar o Uruguai na quinta, talvez seja a hora de um deles entrar como titular. Gabriel Jesus é jogador de confiança de Tite, mas ainda não fez aquela grande exibição em tempos recentes pela Seleção.
Dá para acreditar em hexa?
Antes de Tite chegar, o Brasil vivia tempos sombrios. Com Dunga no comando, a Seleção Canarinho sofria nas eliminatórias para a Copa da Rússia e era eliminada na primeira fase da Copa América Centenário. Depois da chegada de Adenor Bacchi, o Brasil engatou uma sequência de bons resultados e, aliando um futebol envolvente e eficiente, buscou a classificação. Até que chegou a Copa do Mundo, o desempenho caiu de nível e o Brasil foi eliminado pela Bélgica.
De lá para cá, parece que a Seleção nunca mais conseguiu retomar aquele nível com regularidade, alternando boas e más partidas em amistosos. Apesar das críticas, veio o título da Copa América 2019, conquistada em casa, mas rapidamente a maré ruim voltou, com jogos pouco chamativos em contraste com os bons resultados. As perguntas que ficam são: por que o Brasil não joga melhor, já que temos sim uma boa geração? Falta técnico? Falta convocar os jogadores certos?
Sábado completou um ano do início das eliminatórias sul-americanas, em que o Brasil estreou goleando a Bolívia por 5 a 0. Ao meu ver, passou-se um ano e o nível das atuações da Seleção não melhorou; pelo contrário, nosso futebol só caiu, a ponto de não convencer quase ninguém. Não defendo demissão de Tite, ainda o acho um treinador à altura da Seleção, ainda mais pelos resultados serem bons, mas jogando assim, o sonho do hexa será adiado para depois de 2022.
Em tempo:
_ Em uma entrevista exclusiva, Neymar disse que a Copa do Catar pode ser a última dele, quando terá 30 anos. Ruim com ele, pior sem ele.
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