BRASFOOT 2020 - #1 FRACASSO QUE DEU CERTO
Se tem um costume legal que peguei nesse ano de 2021, esse foi jogar o Brasfoot no computador. Habituado com as limitações do jogo no celular, ainda mais em sua versão não-registrada, conheci um mundo novo ao baixar o app para meu PC em maio desse ano. De lá pra cá, entre os afazeres de aula e os posts no blog, quase todo dia gasto algumas dezenas de minutos com meu save do jogo. E é sobre ele que quero narrar.
Depois de algumas tentativas frustradas de embalar em um save, comecei enfim uma carreira na Caldense, aquele tradicional time de Poços de Caldas habituado a bons papéis no Campeonato Mineiro, mas que é sempre coadjuvante nas divisões nacionais. Começando pela Série D, eu projetava seguir realisticamente minha carreira, não aceitando todo e qualquer convite, mas buscando construir uma história em algum lugar. Assim, meu técnico seria José Pelejado, uma figura famosa no interior mineiro por viver falando de táticas de futebol nos bares da região, disposto a convidar qualquer um para um bate-papo sobre estilos e formações de jogo. Após uma temporada de sucesso no Poços FC, time da terceira divisão estadual, a Caldense me convidou sem pestanejar. Parecia o primeiro salto de uma futura gloriosa carreira, mas os primeiros anos foram mais difíceis do que eu imaginava.
Em minha primeira temporada como profissional, decepcionei. Com uma campanha ruim, acabei eliminado na fase de grupos da Série D, somando apenas três vitórias nos 15 jogos em que comandei o elenco. Ao fim da Série D, o presidente do clube fez um singelo pedido para que eu me demitisse. Assim, praticamente sem eira nem beira, fui parar no Água Santa, aquele time de São Paulo que chegou a meter 4 no Palmeiras há alguns anos. Como o time estava na segunda partida das quartas da Série D, meu objetivo era um só: segurar a vantagem contra o Atlético Alagoinhas fora de casa e conseguir meu primeiro acesso. No fim, empatamos, mas ainda conquistamos nosso objetivo.
Mas esse foi o meu voo máximo: nas semifinais contra o poderoso Boavista, futuro vice, meu time não marcou um gol sequer, e acabei eliminado com uma derrota e um empate. À frente do Água Santa, meu 2020 acabou sem vitórias. Entretanto, não sei como nem porquê, o presidente do clube, Agnaldo Batista, gostou do meu método de trabalho e me garantiu como técnico do time no ano seguinte, com o Água Santa na Série C. Para um time pequeno e sem investimentos, a meta era uma só: evitar o descenso. Vejamos no próximo capítulo se consegui alguma coisa.
Números de 2020
Caldense - 15 jogos: 3 vitórias, 6 empates e 6 derrotas; 22 gols marcados e 28 gols sofridos; 20% de aproveitamento; Eliminado na fase de grupos da Série D
Água Santa - 3 jogos: 0 vitórias, 2 empates e 1 derrota; 0 gols marcados e 3 sofridos; 0% de aproveitamento; Acesso para a Série C
Total: 18j; 3v, 8e e 7d; 22gm e 31gs; 20%
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