"AL" PRA LÁ, "AL" PRA CÁ

    Consegui assistir à grande parte dos dois jogos das quartas de final do Mundial de Clubes e gostei do que vi. Com partidas interessantes no sábado e no domingo, Al-Ahly e Al Hilal enfrentarão, respectivamente, Palmeiras e Chelsea nas semifinais. Apesar do favoritismo, sul-americanos e europeus não podem se descuidar, pois as duas equipes mostraram boas virtudes no fim de semana.

    Começando pelo jogo de sábado, o Al-Ahly fez um bom jogo contra o Monterrey, conseguindo vencer por 1 a 0, gol de Hamdy no segundo tempo. Desta partida, ouvi os primeiros 30 minutos pelo rádio e vi o resto pela televisão, e confesso ter gostado do desempenho dos egípcios. Com boas trocas de passes e muita movimentação, o maior time da África foi superior, principalmente na etapa final, e mereceu vencer. Já o Monterrey foi uma grande decepção para mim: mesmo contando com alguns jogadores tarimbados, como o centroavante Funesmori, o atacante Campbell e o meia Guido Pizarro, a equipe mexicana foi mal, jogando com pouca inspiração. Só a primeira metade da etapa inicial foi interessante, mas o time em momento algum dominou o jogo.

    Já ontem, vi pouco mais de 50% do duelo entre Al Hilal e Al Jazira. Na primeira etapa, a qual pude ver toda, identifiquei uma partida interessantíssima, com duelos interessantes de se ver: de um lado, a força e a qualidade do Al Hilal, que tinha bons nomes, tais como Ighalo, Marega e Matheus Pereira; já do outro, a velocidade e volúpia frenética do Al Jazira, que não perdia a oportunidade de emular uma boa correria. Foi assim inclusive que o time de vermelho abriu o placar com Diaby, aproveitando passe da direita na cara do gol do goleiro Al-Mayouf. No entanto, ainda no primeiro tempo, o Al Hilal virou, com Ighalo e Matheus Pereira marcando os gols.

    Assim, foi esse clima de aleatoriedade e a dificuldade imposta pelo Al Jazira para o Al Hilal que me fizeram saltar os olhos quando vi o resultado de 5 a 1 no segundo tempo. Quase terminando o jogo, pude ligar a TV e ver Marega marcando o quinto dos sauditas, placar que aumentou pouco depois com um pênalti convertido por Carrillo. Não sei o que aconteceu nos 45 minutos finais, mas um 6 a 1 como esse, um placar inédito em Mundiais, realmente chama a atenção.

    Diante de tudo isso, acho difícil que Al-Ahly e Al Hilal compliquem as situações de Palmeiras e Chelsea no Mundial. O time egípcio, embora tenha ido bem no sábado, tem alguns problemas defensivos que o Verdão pode aproveitar, além dos já cantados desfalques por conta da final da Copa Africana. Além disso, o Palmeiras é claramente melhor. Só é preciso que o clube alviverde coloque essa superioridade em campo para não acontecer o mesmo que no ano passado, quando o Tigres o eliminou e o próprio Al-Ahly o derrotou nos pênaltis. Já na chave do Chelsea, a probabilidade de zebra é ainda mais difícil, pois nunca os europeus caíram em fases preliminares do torneio. Ademais, o clube inglês é sem dúvidas o melhor time do campeonato, é aquele que tem que ser batido. Mesmo que se diga que os europeus não ligam para o Mundial, vê-los como zebra beira o ufanismo. No entanto, se há uma coisa que favorece o Al Hilal é que os blues não vivem um grande momento na temporada, não são mais aquele time que venceu a Liga dos Campeões. Se conseguir achar um gol logo de cara, os sauditas poderão fazer história.

Em tempo:

_ Com os cortes de vários garotos, tais como Renan, Gabriel Menino e Patrick de Paula, o Palmeiras divulgou a lista de inscritos no torneio.

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