O FIM DO DINIZISMO
Mais um jogo, mais uma derrota. É assim que vive o torcedor são-paulino nesse novo ano, pois seu time chega ao segundo mês de 2021 sem conseguir ao menos uma vitória. Ontem, o Tricolor viajou até Goiânia e foi derrotado pelo Atlético Goianiense por 2 a 1, resultado que culminou na demissão do técnico Fernando Diniz. De aclamado há pouco mais de um mês, a vida do agora ex treinador são-paulino foi dura, com polêmicas pelo seu trato com os jogadores, como no caso Tchê Tchê, e a falta de resultados da equipe. Agora, resta ao São Paulo procurar algum técnico que aceite ficar até o fim do campeonato, tentando garantir pelo menos a vaga na próxima Libertadores. Para Diniz, é descansar, pôr a cabeça no lugar e, no futuro, procurar outro clube para dar a volta por cima na carreira.
Para tentar voltar aos trilhos, o São Paulo veio com a clássica escalação que levou o time para a liderança absoluta do campeonato, com a dupla Brenner e Luciano no comando de ataque, municiados por Gabriel sara e Igor Gomes no meio-campo. Enquanto isso, o Dragão Goiano chegava com seu típico 4-2-3-1, com dois homens rápidos pelos lados, e Matheus Vargas assessorando Zé Roberto. Em meio à chuva que caía na capital goiana, o Atlético estava mais interessado de início, com Janderson aceso e interessado pela ponta direita.
Os primeiros 20 minutos foram de muito estudo e zero chances de gol. A primeira delas foi logo o gol do Dragão, marcado por Natanael aos 21: após cobrança de escanteio da direita, a bola sobrou para o lateral-esquerdo, que chuto cruzado, contando com o desvio em Arboleda para abrir o placar. Boa dose de infelicidade do zagueiro equatoriano. O gol acabou servindo para deixar o jogo mais aberto, com mais chances perigosas: aos 23 minutos, Luciano perdeu gol feito de cabeça, na cara do gol, enquanto o Dragão também poderia ter tido melhor sorte num cruzamento de Wellington Rato que passou na frente do gol. Aos 30, foi a vez do goleiro do Atlético trabalhar, num chute de Igor Gomes em cobrança de escanteio.
Foi com o jogo neste ritmo que o São Paulo conseguiu o empate: aos 40, Igor Gomes fez boa trama com Reinaldo pelo lado esquerdo, e o lateral do Tricolor deu um forte chute no ângulo de Jean, marcando o 1 a 1. Depois de alguns jogos de má atuação, Reinaldo voltava a participar de um gol pelo São Paulo, dando confiança para o time buscar a virada no segundo tempo.
Se o primeiro tempo foi equilibrado, com alternância de domínio entre as duas equipes, o segundo não foi favorável ao São Paulo. Nessa etapa complementar, o Dragão foi melhor, mais perigoso, perdendo muitos gols que poderiam fazer falta na parte final do jogo. Natanael, Janderson e Zé Roberto desperdiçaram grandes oportunidades, jogando fora a boa criação da equipe. Por outro lado, o São Paulo, acuado e encurralado, limitou-se a ficar com a posse de bola, estéril e sem objetividade. A melhor chance do Tricolor só veio aos 38, numa cabeçada de Vitor Bueno que caprichosamente acertou a trave. Sorte do Atlético que o chavão "quem não faz, toma" não se confirmou.
Depois de tanta insistência, o Dragão merecia o gol, pela sua boa atuação no início do primeiro tempo e em toda a segunda etapa. E aos 43, quase no fim do jogo, a vitória veio: num contra-ataque fatal, Janderson disparou com a bola e, mesmo hesitante, passou a Chico, que fez passe na medida para Vitor Leque, que havia acabado de entrar, marcar o segundo gol. Tento para premiar aquele time que realmente teve competência para vencer.
Com a vitória, até o Atlético Goianiense começa a sonhar com uma vaguinha na Libertadores. Tendo somado 45 pontos, a equipe está firme e forte na briga por vaga na Sul-Americana, além de já estar salvo do rebaixamento. Palmas para Vagner Mancini, que soube fazer deste um time bem organizado, e para Marcelo cabo, que soube dar continuidade ao trabalho anterior e consolidou o futebol da equipe. Já para o São Paulo, a perspectiva não é boa, pois já são 7 pontos de distância para o líder Inter. Brigar pelo título no momento é uma tarefa quase impossível.
Em tempo:
_ A má fase do São Paulo equivale à seca de gols do atacante Brenner. O dono da camisa 30 não marca um gol desde a vitória sobre o Fluminense em dezembro.
_ Janderson foi um dos melhores em campo, com muita disposição. Nem parecia o frágil jogador do Corinthians.
ATLÉTICO/GO 2x1 SÃO PAULO
Campeonato Brasileiro 2020 - 33ª rodada
Data: 31/01/2021 - 16h
Local: Morumbi, São Paulo (SP)
Árbitro: Bráulio da Silva Machado (SC)
Gols: Natanael 21 e Reinaldo 40 do 1°; Vitor Leque 43 do 2°
Cartão amarelo: Zé Roberto, Willian Maranhão, Vitor Leque e Diego Costa
ATLÉTICO/GO: Jean (6); Dudu (6), João Victor (5,5), Éder (6) e Natanael (7,5); Marlon Freitas (6), Willian Maranhão (5,5) (Gilvan, sem nota), Janderson (7,5) (Matheus Pereira, sem nota), Wellington Rato (6,5) (Nicolas, sem nota) e Matheus Vargas (5,5) (Vitor Leque, 7); Zé Roberto (5,5) (Chico, 7). Técnico: Marcelo Cabo (6,5).
SÃO PAULO: Tiago Volpi (5,5); Juanfran (5,5) (Igor Vinícius, 5,5), Arboleda (5,5), Bruno Alves (5,5) e Reinaldo (7); Luan (5) (Toró, sem nota), Daniel Alves (5), Gabriel Sara (5) (Vitor Bueno, 5) e Igor Gomes (6) (Tchê Tchê, 5); Luciano (4,5) e Brenner (4,5) (Pablo, 5). Técnico: Fernando Diniz (5).
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