DOIS EMPATES BEM DIFERENTES
Nílton Santos
Botafogo e Santos fizeram um jogo bem movimentado e legal de se acompanhar no Engenhão. Com um gol nos primeiros segundos da partida, o mais rápido dessa edição do Brasileirão, o 2 a 2 mostra bem o que foi o jogo e o equilíbrio das duas equipes. No entanto, em termos de tabela, o empate não chega a ser bom mesmo para ninguém.
Ao final do primeiro tempo, o placar era de 2 a 1 para o Botafogo. Joaquín Correa, bem criticado e com razão por uma parcela considerável dos torcedores do Glorioso, enfim apareceu com dois gols em passes de Jeffinho. O segundo deles foi o mais bonito, dando um belo chute no ângulo do goleiro Gabriel Brazão. Já o Santos foi valente ao buscar o empate duas vezes, primeiro com Souza ainda no primeiro tempo, e depois com Barreal convertendo pênalti na etapa final, sofrido também por Souza, melhor jogador do Peixe na partida.
O ponto conquistado pelas duas equipes mantém o Botafogo no G6, mas com o Fluminense mais perto, agora a três pontos, enquanto o Santos abre um ponto em relação à zona de rebaixamento, já que o Vitória perdeu em casa para o Corinthians. Com a tabela difícil do Peixe nessa reta final de campeonato, esse empate não foi um bom resultado.
Allianz Parque
Na capital paulista, vi pedaços de um jogo com algum toque de emoção, mas que simplesmente não aconteceu, tendo míseros 42 minutos de bola rolando dos mais de 90 que uma partida de futebol profissional exige hoje em dia. Além disso, chama a atenção a péssima arbitragem da partida, que deveria ter expulsado Gustavo Gómez por uma entrada no primeiro tempo e expulsou Fabrício Bruno erroneamente na segunda etapa em uma jogada bem estranha. Pelo menos Rafael Rodrigo Klein acertou ao anular o gol de Sosa pelo Palmeiras por falta no goleiro Cássio.
Após o jogo, chamaram a atenção também as palavras fortes dos treinadores portugueses Leonardo Jardim e, após ele, Abel Ferreira, escrachando mais uma vez como o futebol brasileiro tem muito potencial, mas carece de mais organização, profissionalização e padronização de tudo que é feito aqui, desde o calendário, as disparidades técnicas e financeiras, a arbitragem e até o gramado. Um tapa de classe na cara da CBF.
O empate por 0 a 0 mantém o Palmeiras na liderança, mas com 1 ponto a mais que o Flamengo, enquanto o Cruzeiro segue em terceiro, 5 pontos atrás do líder. Tudo está embolado.
Comentários
Postar um comentário